terça-feira, 16 de setembro de 2008

Feijoada no Prazeres

O Grupo Prevenção Realizada com Organização e Amor (Proa) realiza, no dia 21 de setembro, uma feijoada comunitária beneficente, a partir das 12h, na Quadra do Morro dos Prazeres. Ingresso antecipado R$5. Na hora R$10.

Vai rolar feijoada, samba, bingo e muito mais! Além da participação da Banda Udi a Geral.

Para comprar os ingressos antecipados procure: Mariana, Janice, Cris ou Eliza.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Grupo Conexão G inaugura sede para atuar como centro de referência para população LGBT da favela

O Grupo Conexão G realiza, no dia 27 de setembro, a inauguração de sua sede no Complexo de Favelas da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. Atuando desde 2006 na defesa da diversidade e da paz nas favelas, enfatizando a liberdade de expressão sexual e os direitos humanos, o Conexão G visa se tornar um centro comunitário de referência para a promoção da cidadania da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) moradora de favelas.

O evento contará com uma mesa de debate em comemoração a abertura de sua sede, na qual o tema será “Homossexualidade e favela”. Foram convidados para participar do encontro a pesquisadora Silvia Ramos (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania/Universidade Cândido Mendes), a coordenadora da ONG Centro de Promoção da Saúde Kátia Edmundo, a presidente do Movimento D´Ellas Yone Lindgren, a presidente da Redes Desenvolvimento da Maré Eliana Souza, a presidente do Astra-Rio Marjorie Macchi e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A abertura do centro de referência contará ainda com o superintendente da Secretaria Estadual de Direitos Individuais Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento.

“É preciso criar um espaço de respeito. Abrindo este centro de referência faremos com que, de fato, não fiquem só no papel nossos direitos como cidadãos. Pretendemos atender esta população na questão da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e Aids e reivindicar mais atenção nas políticas públicas para este público”, afirma o presidente do Grupo Conexão G Gilmar Santos.

Formado por militantes gays moradores do Complexo da Maré, o Grupo Conexão G quer chamar a atenção para a necessidade de incluir a luta contra a homofobia na agenda política dos movimentos de favelas e para a necessidade de combater a exclusão de líderes LGBT e de pessoas vivendo com HIV/Aids nesses espaços. Em fevereiro, o grupo lançou a campanha “A Maré contra a homofobia DST/Aids - diversidade sexual e paz nas favelas” a fim de denunciar violações dos direitos da população LGBT. O centro comunitário pretende atender e dar visibilidade às demandas deste público, fazendo a articulação entre poder público e sociedade civil.

Serviço
Inauguração da sede do Grupo Conexão G - Centro Comunitário de Referência para a População LGBT
Data: 27 de setembro de 2008
Horário: 15h
Local: Rua Sargento Silva Nunes 1012, Nova Holanda – Maré (em frente a Redes Desenvolvimento da Maré)

Mais informações pelo e-mail gilmarconexaog@yahoo.com.br ou pelo telefone (21) 8246-8262.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Encontro para Homens!!!


O Núcleo de Prevenção as DST/HIV- Aids e Promoção de Saúde do Morro dos Prazeres P.R.O.A. - Prevenção Realizada com Organização e Amor e o Clube de Adolescentes do Morro dos Prazeres tem o Prazer de convidar todos os homens da RCS para participar do 1º Encontro para Homens de 2008. Iremos falar sobre a Responsabilidade Paterna, Uso da Camisinha, Introdução ao Mercado de Trabalho e Uso de Drogas.

O Encontro será realizado dia 23/08/2008 - Sábado, no Casarão dos Prazeres a partir das 13:30. Quem quiser participar deste evento, ligue para uma das agentes para se informar de como chegar ao local:

Mariana - 86620308 / Janice - 99336596 / Cris dos Prazeres - 92276574.


Esperamos vocês!!!


Proa/Clube de Adolescentes

terça-feira, 1 de julho de 2008

18 Anos do ECA

Em julho de 2008, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 18 anos. O ECA é uma lei que trata da proteção integral à criança (até 12 anos incompletos) e ao adolescente (12 e 18 anos de idade), abordando seus direitos fundamentais (como o direito à vida, à saúde, à liberdade) . O processo de elaboração do Estatuto envolveu representantes dos movimentos sociais, do setor judiciário e gestores públicos e reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos.

Dois dos pontos de consenso para o trabalho da Rede apontados pela Carta de Princípios da RCS dizem respeito à criança e ao adolescente. São eles:
“Que todas as crianças estejam matriculadas em instituição pública de educação”;
“Que haja atenção especial para as necessidades de alimentação, proteção e cuidado de crianças e idosos”.

Histórico Eca: De “menor em situação irregular” a sujeito de direito: a revolução do ECA

Por Fransérgio Goulart
“O Estatuto da Criança e do Adolescente foi aprovado no Brasil em 1990, no contexto de uma nova proposta mundial, que visava enquadrar crianças e adolescentes como sujeitos de direito”. Para o ECA, a criança é cidadão.

Antes, o que havia no Brasil era o Código de Menores, criado em 1927, para lidar com as chamadas “crianças em situação irregular”, conceito que tem uma história antiga no país. Muitas crianças já nasciam “irregulares”: os que não eram de boa família, que eram abandonados, que viviam na rua, os filhos ilegítimos, eram “postos para fora”, abandonados, deixados nas chamadas “rodas dos expostos”.

A sociedade lidou historicamente com esses “irregulares” de forma filantrópica (numa primeira fase, marcada principalmente pela ação da Igreja Católica e pela ausência do Estado) e, depois, assistencialista ou repressiva. “A legislação de menores, de 1979, feita em plena ditadura militar”, explica Ramirez, “encarava a questão do menor essencialmente como problema de segurança nacional: meninos encontrados na rua, com roupa rasgada ou sujos já eram considerados ‘irregulares’ e levados para instituições de segregação, na ausência total do conceito de direitos fundamentais ou de proteção integral da infância”.

Em 20 de novembro de 1989, a Assembléia Geral das Nações Unidas, aprofundando a Declaração Universal dos Direitos da Criança de 1959, adotou a Convenção sobre os Direitos da Criança (uma carta magna para as crianças de todo o mundo). No ano seguinte, o documento foi oficializado como lei internacional. Hoje, a Convenção é ratificada por praticamente todos os países do mundo, excetuados Somália e Estados Unidos.

A Convenção da ONU diz coisas simples: que a criança deve ser protegida contra a discriminação e todas as formas de desprezo e exploração; que os governos devem garantir a prevenção de ofensas às crianças e a provisão de assistência para suas necessidades básicas; que a criança não poderá ser separada de seu ambiente familiar, exceto quando estiver sofrendo maus tratos ou quando a família não zele pelo seu bem-estar. Diz que toda criança tem direito à educação, à saúde, que será protegida contra qualquer trabalho que seja nocivo à sua saúde, estabelecendo para isso idades mínimas para a admissão em empregos, como também horários e condições de trabalho.

O ECA implementou essas diretrizes no Brasil. Não foi um processo fácil. No Brasil, a questão do Estatuto”, começou a ser discutida no final dos anos 1980, e se dava dentro do âmbito mais geral do processo de redemocratização do país, da discussão da alteração do panorama legal e da criação da nova constituição. O ECA nasceu fundamentado na Constituição Cidadã de 1988 que, em seus artigos 227 e 228, implementando a revogação do Código de Menores, afirma a criança como sujeito de direito antes dos 18 anos de idade.

O Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), junto com a Unicef, tentou mudar o panorama legal para criar, por meio da participação de vários setores da sociedade civil e de entidades internacionais, instrumentos para regulamentar esses dois artigos da Constituição Federal. Foi um processo de mobilização nacional extraordinário. Em 1985, surgiu o MNMMR, que em 1986 já organizava o primeiro encontro nacional de meninos de rua, colocando os jovens para debater a violência, família, saúde. Os documentos que saíram desses debates se transformaram em uma das peças-chave que ajudaram na criação do ECA”.

E em julho de 2008, esta LEI estará completando 18 anos de muitas conquistas, mas também de muitos desafios e obstáculos que temos a ultrapassar.