terça-feira, 11 de agosto de 2009

Rede de Comunidades Saudáveis discute orçamento participativo

No dia 05 de agosto aconteceu, no auditório da Cruz Vermelha, Centro do Rio, a reunião da Rede de Comunidades Saudáveis para discutir orçamento participativo. O encontro teve como palestrante com o coordenador técnico da Fase, Mauro Santos.

Alguns pontos abordados foram:

→ Plano Diretor - Regula o acesso aos serviços, tais como água de qualidade, luz, esgoto, entre outros, melhora a qualidade da Cidade (O que pode e o que não pode na cidade - sob pena da lei).

→ Reflexão sobre território - Motivo pelos quais as pessoas moram em locais insalubres. Exemplo: falta de amparo e serviços públicos de qualidade - A companhia de telefone ‘Telemar’ deixou de prestar serviço às comunidades populares, consideradas como área de risco. Com o processo de urbanização, os serviços voltam a funcionar. São exemplos os Programas Favela-bairro e o PAC, que geram as chamadas Expulsões Brancas .

→ Orçamento participativo; “O Município do RJ ainda não tem a cultura de convidar a população para os processos participativos”.

→ Estatuto da Cidade;

→ Habitação de interesse social. Exemplo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

- Regulamentação Fundiária;
- Garantia na qualidade do local;
- Saneamento básico;
Veja mais fotos na Galeria

Reunião da RCS sobre orçamento participativo - 05 de agosto
































































quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Comissão Saúde da População Negra faz roda de conversa sobre anemia falciforme

Aconteceu no dia 05 de agosto, após a reunião da Rede de Comunidades Saudáveis, a reunião da Comissão de Saúde da População Negra da RCS. Durante o encontro, a atual presidente da Associação de Mulheres de Vila Kosmos, Rosinéia Vieira, trouxe informações sobre anemia falciforme - tema escolhido pelo grupo para aprofundamento.


Com maior predominância entre a população afrodescendente, a anemia falciforme - doença hereditária que causa alteração dos glóbulos vermelhos do sangue tornando-os semelhante a foices (de onde vem o nome da doença) - ainda é pouco conhecida pela população em geral, como fala Rosinéia:


“Quando eu era criança tinha muitas dores, estava sempre no médico e ninguém descobria o que eu tinha. Muitos diziam que era reumatismo. Aos 26 anos fiquei sem enxergar por três meses, então descobriram que tinha anemia falciforme”.


Rosinéia voltou a enxergar, mas a mesma sorte não tiveram suas duas filhas, que morreram devido a complicações ocasionadas pela doença. Vice-presidente da Associação de Vila Kosmos, Ieda Barbosa também tem a anemia falciforme e conta que as dores são terríveis: “Sinto o corpo inteiro doer. Muita dor muscular e nos ossos. A dor é tão insuportável que chego, às vezes, a desmaiar”.


Se diagnosticada a tempo, a anemia falciforme é tratável, mas o despreparo das equipes médicas foi apontado pelos participantes da reunião como um dos grandes problemas a serem enfrentados. A liderança Maria da Glória Silva lembrou que um dos encaminhamentos da Conferência Estadual da Igualdade Racial, que aconteceu de 31 de julho a 1 de agosto, foi que o Sistema Público de Saúde tivesse profissionais capacitados para lidarem com a doença.


A técnica do CEDAPS Carla Maciel lembrou que agora é necessário controle social para se fazer cumprir a deliberação da conferência: “Já que já temos esse encaminhamento, agora é necessário acompanharmos para ver se está sendo colocado em prática”.


Durante a reunião, representantes de onze organizações comunitárias puderam tirar diversas dúvidas sobre anemia falciforme. Ao final do encontro, os participantes decidiram continuar o debate na próxima reunião, que acontecerá novamente após a reunião da Rede e terá como tema “Anemia falciforme e outras doenças com maior prevalência na população afrodescendente”.


Para saber mais

Manual da Anemia Falciforme para População

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Evento III Encontro dos Filhos da África

Realizado no dia 16 de maio, o evento reuniu africanos e brasileiros para discutir vulnerabilidades e Aids na comunidade africana.

Veja abaixo relato de kakau Moraes da ONG Precvida, e participante da RCS, que compareceu ao encontro.


Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Mãe África

Estivemos no ultimo dia 16 de maio de 2009 no consulado de Angola para participar do 3º Enconto dos filhos da África.O encontro discutiu Vulnerabilidade e Aids na comunidade africana no Rio de Janeiro - BrasilRecebi o convite do amigo Cabenda Ricardo. Achei de suma importancia a participação para contribuir com os objetivos e metas.A organização Cabenda Ricardo (Ação Social ) Gloria Mendes ( Acessoria de projeto do Espaço Cultural de Angola)Lá estiveram muitos convidados dentre eles: Mauro Nunes (medicos sem fronteiras) Marcos Nascimento (Instituto Promundo) cooperação com Moçambique.Exelentissimo Sr Sebastião Paulo Ndombashi ( Cônsul geral de Angola)Drª Vivivane Manso Castelo Branco ( Médica e assistente da Superintenência da Promoção da Saúde) - RJ.Fabiana Oliveira (Cedaps).As minhas convidadas foram Vanda Alvés e Gisele.Como Rede de comunidades saudavéis eu Kakau Moraes.